Isolamento e Identificação de Enterococcus spp.
Introdução
O gênero Enterococcus compreende um grupo bastante complexo
e importante de micro-organismos, principalmente, no que se refere ao seu
relacionamento com os seres humanos. Estas bactérias constituem uma grande
proporção das bactérias naturais da microbiota do trato gastrointestinal da
maioria dos mamíferos, aves, répteis e insetos. São micro-organismos ubíquos,
podendo ser encontrados amplamente distribuídos no meio ambiente, em solos, na
água, em plantas e alimentos.
Os enterococos são
considerados bactérias autóctones e uma vez liberadas no meio ambiente, são
capazes de colonizar diversos nichos, pois possuem excepcional capacidade de
resistir e se multiplicar em condições ambientais hostis, com grande potencial
para contaminar águas e alimentos. A taxonomia das espécies de enterococos
sofreu consideráveis mudanças desde meados da década de 80. Antes do advento e
do uso disseminado de técnicas moleculares para tais análises, estes
microorganismos eram agrupados, por similaridade, aos estreptococos.
Posteriormente, seriam classificados como estreptococos do grupo D, segundo
esquema sorológico de identificação de Lancefield.
O gênero Enterococcus foi oficialmente estabelecido após
estudos realizados por Farrow et al. (1983) e Shleifer & Kilpper-Bälz
(1984), em que propuseram a transferência definitiva de duas espécies,
Streptococcus faecalis e Streptococcus faecium, para um novo gênero, sob as
denominações de Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium.
Atualmente, este grupo de micro-organismos compreende
aproximadamente 46 espécies. Os enterococos são bactérias ácido-lácticas (BAL)
amplamente distribuídas na natureza; elas ocorrem como parte da microbiota
natural de muitos alimentos fermentados e entre outras qualidades, podem ser
utilizadas como culturas iniciadoras na indústria de alimentos.
Mesmo não sendo considerados como micro-organismos
patogênicos, os enterococos estão entre as bactérias oportunistas mais
comumente encontradas em infecções nosocomiais, e associados a infecções graves
como: endocardites, bacteremias, infecção do trato urinário e sepse neonatal.
Entre espécies de enterococos taxonomicamente definidas atualmente, duas são
isoladas com mais freqüência, os E. faecalis e os E. faecium. Estes
micro-organismos podem ocorrer como participantes da microbiota, como
indicadores de contaminação fecal ou serem deliberadamente adicionados aos
alimentos fermentados, para os quais contribuem para propriedades organolépticas.
Objetivos
- Isolar e identificar bactérias do gênero Enterococcus.
Materiais
- Ágar bile esculina;
- Ágar sangue;
- Alça bacteriológica
- Caldo de NaCl 6,5%;
- Lâmina;
- Peróxido de hidrogênio.
Metodologia
Os enterococos apresentam crescimento rápido em meios não
seletivos, como ágar sangue e chocolate. Após o cultivo da bactéria em ágar
sangue ou chocolate, o repique deve ser realizado em meios seletivos e
diferenciais, no intuito de obter o diagnóstico confirmatório.
O meio de cultura utilizado para isolar enterococos é o ágar bile esculina, caldo NaCl 6,5% e púrpura de bromocresol. Este ágar tem a coloração inicial esverdeada e quando positivo (crescimento de enterococos) fica enegrecido. Em caldo NaCl 6,5% o crescimento da bactéria causa turbidez. O púrpura de bromocresol é feito em um tubo contendo glicose violeta, com coloração inicial púrpura e quando a bactéria fermenta fica amarelo.
Quais são as infecções mais comuns
causadas por Enterococcus spp.?
Quais são os sintomas de uma infecção
por Enterococcus spp.?
Como Enterococcus faecalis e
Enterococcus faecium diferem em termos de patogenicidade e resistência aos
antibióticos?
Quais são os fatores de virulência de
Enterococcus spp. que contribuem para sua patogenicidade?
Quais são os mecanismos de resistência
aos antibióticos em Enterococcus spp.?
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