Identificação Bioquímica






A investigação das atividades metabólicas das bactérias “in vitro” é chamada de Provas Bioquímicas e servem para auxiliar o microbiologista a identificar grupos ou espécies de bactérias ou leveduras através da verificação das transformações químicas, que ocorrem num determinado substrato, pela ação das enzimas de um dado microrganismo. Como muitas vezes um determinado microrganismo possui um sistema enzimático específico, promovendo transformação bioquímica específica, as provas bioquímicas podem ser utilizadas na prática para a sua caracterização.

Para a realização das provas bioquímicas é necessário utilizar meios de cultivo especiais contendo o substrato a ser analisado e fornecer ao microrganismo as condições nutritivas e ambientais necessárias ao seu desenvolvimento. 



ÀGAR AÇÚCAR TRIPLO FERRO (TRIPLE SUGAR IRON – TSI)

É usado para diferenciação de bacilos entéricos Gram-negativos baseados na fermentação dos carboidratos e produção de sulfeto de hidrogênio.

 

PROVA DO VERMELHO DE METILA (VM)

Observar a capacidade do microrganismo de produzir elevadas taxas de produtos ácidos por intermédio de fermentação da glicose.

Esta prova avalia a capacidade do microrganismo de oxidar a glicose com produção e estabilização de altas concentrações de produtos finais ácidos. Serve para diferenciar organismos entéricos, em particular, Escherichia coli de Escherichia aerogenes. Embora todas as enterobactérias fermentem glicose, alguns microrganismos, durante a fase final de incubação, convertem esses ácidos em produtos não ácidos como o etanol, o que resulta num pH mais elevado (pH 6). O indicador de pH é o vermelho de metila que, em pH abaixo de 4,4 é vermelho e acima de 6 é amarelo.



PROVA DE VOGES PROSKAUER (VP)

O teste detecta a presença de acetilmetilcarbinol identificando as bactérias que realizam a fermentação por via butilenoglicólica, fermentando a glicólise com produção de acetil-metil-carbinol (acetoína), butilenoglicol e pequenas quantidades de ácidos carboxílicos.

INDOL (Reativo de Kovacs)

Detecção da ação da enzima triptofanase através da degradação do triptofanase em indol.




MEIO SIM (Sulfeto, indol e motilidade)


PROVA DO CITRATO

Este teste determina se a bactéria é capaz de utilizar o citrato de sódio como única fonte de carbono para o seu metabolismo e crescimento. Deve ser utilizado o meio Citrato de Simmons, composto por citrato de sódio, fosfato de amônia e por azul de bromotimol. Com a facilidade do transporte de citrato pela citrato-permease, ela é utilizada pela citrase com produção de hidróxido de amônia, o que eleva o pH fazendo com que a reação torne-se azul.

Nesse teste, utilizam-se tubos com meio inclinado para ter mais acesso ao oxigênio, necessário para a utilização do citrato. O CO2 produzido reage com o sódio do citrato formando carbonatos de reação alcalina.

PROVA DA UREASE

Verifica a degradação da ureia através da presença da enzima uréase, indicada pela alcalinização do meio.

PROVA DA FENILALANINA DESAMINASE

Observação da presença da enzima fenilanina através da acidificação do meio causada pela ação catalítica da desaminação oxidativa, gerando ácido fenil pirúvico. Entre os membros da família Enterobacteriaceae, apenas as espécies de Proteus sp, Morganella sp e providencia sp, possuem a enzima necessárias para a desaminação de fenilalanina.





MEIO EPM

O tubo com o meio EPM é uma modificação do meio de Rugai e Araújo e contém os seguintes testes: produção de gás por fermentação da glicose, produção de H2S, hidrólise da uréia e desaminação do triptofano.

 

MEIO MILI

O tubo com o meio MILi é utilizado para avaliar a motilidade, produção de indol e descarboxilação da lisina. Os sete testes, quando considerados com os resultados da reação de fermentação da lactose observada nas placas de isolamento (lactose positiva ou negativa), permitem identificar presuntivamente as seguintes enterobactérias: Shigella, Salmonella, E. coli e Y.enterocolítica.



Como o teste de urease é realizado e qual é sua importância clínica?

Quais são os princípios bioquímicos do teste de redução de nitrato e como ele é interpretado?

Quais são os mecanismos bioquímicos envolvidos no teste de fermentação de carboidratos e como ele é interpretado?

Como o teste de coagulase é usado para diferenciar espécies de Staphylococcus?

Quais são os princípios bioquímicos por trás do teste de catalase e como ele é interpretado?






Referências:


Sistema EPM - MILi - Citrato - Tira o Jaleco. Disponível em: <https://www.tiraojaleco.com.br/2016/09/sistema-epm-mili-citrato.html>.

 

ANA, D.; VIEIRA, P. Microbiologia Geral. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/413/2018/12/05_microbiologia_geral.pdf>.

VALÉRIA, P.; MAITAN, R. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS -PUC Goiás ESCOLA DE ENGENHARIA CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/7456/material/Aula%20n%C2%BA%20%209%20identifica%C3%A7%C3%A3o%20bact%C3%A9rias.pdf>.






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