Isolamento e Identificação de Staphylococcus spp.
Introdução
Staphylococcus spp. compreende
um grupo de bactérias pertencentes à família Staphylococcaceae as
quais são cocos gram-positivos, catalase-positivos, que se organizam de
diferentes formas, sendo encontrados como contaminantes de diversos ambientes,
como superfícies hospitalares, e estão associados a um série de infecções no
ambiente hospitalar. Este microrganismo continua a ser um dos mais importantes patógenos
para o homem. Indivíduos sadios são colonizados intermitentemente por
Staphylococcus aureus desde a amamentação, e podem albergar o microrganismo na
nasofaringe, ocasionalmente na pele e raramente na vagina.
As bactérias do gênero Staphylococcus são cocos Gram-positivos pertencentes à família Staphylococcaceae e, por dividirem-se em planos diferentes, quando vistas ao microscópio, aparecem na forma de cacho de uva. São anaeróbios facultativos, com melhor crescimento em condições aeróbicas, quando então produzem catalase, mesófilas, imóveis, resistentes à elevada concentração de sal (10%).
As colônias são circulares com aproximadamente 3 a 5 mm, um pouco opacas e convexas, de superfície brilhante.
Objetivos
- Compreender
os passos para o isolamento e a identificação dos Staphylococcus spp;
- Visualizar
as possíveis formas apresentadas pelos estafilococos.
Materiais
- Ácido
clorídrico a 37%;
- Ágar DNAse;
- Ágar
manitol salgado (7,5% NaCl);
- Ágar
Mueller Hinton com discos de novobiocina contendo 5 µg;
- Ágar
nutriente;
- Alça
bacteriológica;
- Amostra
biológica (swab da nasofaringe);
- Lâminas e
lamínulas;
- Peróxido de
hidrogênio a 3% (10V);
- Plasma;
- Salina;
- Swab.
Metodologia
Para o isolamento de estafilococos semear a amostra
biológica em ágar manitol salgado, que é um meio seletivo e diferencial. A
seletividade do meio ocorre pela alta concentração de cloreto de sódio (NaCl
7,5%) e é diferencial pela mudança de coloração do meio de rosa para amarelo,
que ocorre após a metabolização do manitol pela bactéria. A degradação do
manitol resultará na produção de ácido que é detectada pelo indicador de ph
(vermelho de fenol) presente no meio. Staphylococcus sp cresce
na concentração de NaCl 7,5% e apenas o Staphylococcus aureus utiliza
o manitol como fonte de energia. Outras espécies como S. epidermidis e S.
saprophyticus cresce no ágar manitol, mas o meio continuará com sua
cor original (vermelho rosado) e as colônias brancas; já S. aureus, mudará de
cor vermelho rosado para o amarelo e apresentará colônias amarelas.
Para realização de provas adicionais para identificação de espécies de Staphylococcus
sp é necessário transferir as colônias do ágar manitol salgado para o
ágar nutriente, pois o excesso de sal pode interferir nos resultados.
Prova da catalase: se baseia na decomposição do peróxido de hidrogênio em
água e oxigênio, tendo então formação de gás (bolhas). Estafilococos são
catalase positivo (Figura 4). É feito pingando uma gota de peróxido de
hidrogênio a 3% em uma lâmina, e com uma alça bacteriológica retirar uma
colônia do meio de cultura e encostar na lâmina com movimentos circulares,
observando a formação ou não de gás (bolhas).
Prova da coagulase: esse teste
verifica se o microrganismo expressa a enzima coagulase. Os microrganismos que
possuem essa enzima são capazes de coagular o plasma, por apresentar uma
atividade semelhante à da protrombina. É feito colocando uma gota de
solução fisiológica estéril sobre uma lâmina, misturar a colônia suspeita na
gota de solução fisiológica, coloca-se uma gota do plasma sobre a mistura de
colônia com salina e homogeneizar, e por último observar a formação de grumos
branco entre cinco a 20 segundos.
O
que são Staphylococcus spp.?
Quais
são as infecções mais comuns causadas por Staphylococcus aureus?
Quais
são os mecanismos de resistência aos antibióticos em Staphylococcus aureus?
Quais
são as implicações clínicas das infecções por Staphylococcus aureus resistente
à vancomicina (VRSA)?
Como as infecções por Staphylococcus
aureus podem ser prevenidas em ambientes hospitalares?
Como
prevenir infecções por Staphylococcus spp.?
Quais
são os mecanismos de resistência aos antibióticos em Staphylococcus aureus?
Becker, K. et al. Staphylococcus aureus da
população geral alemã é altamente diverso. Int. J. Med. Microbiol. 307 , 21–27 (2017).
Chambers, HF & Deleo, FR Ondas de resistência: Staphylococcus aureus na era dos antibióticos. Nat. Rev. Microbiol. 7 , 629–641 (2009). Esta é uma revisão aprofundada
da epidemiologia clínica e molecular do S. aureus , incluindo MRSA, com ênfase no CA-MRSA.
Rede Europeia de Vigilância da Resistência Antimicrobiana
(EARS-Net). Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças http://ecdc.europa.eu/en/activities/surveillance/EARS-Net/Pages/index.aspx (2018).
Harkins, CP et al. Staphylococcus aureus resistente
à meticilina surgiu muito antes da introdução da meticilina na prática
clínica. Genome Biol. 18 , 130 (2017).





Comentários
Postar um comentário